Governo do Ceará assina termo para requalificação do Distrito Industrial do Cariri

23 de Fevereiro de 2018 # # # # # #

Texto: Paola Vasconcelos (Assessoria de Comunicação da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará) Fotos: Ciro Saboya

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará (SDE), assinou, nesta sexta-feira (23/02), durante a abertura do Fórum de Oportunidades e Promoção da Cultura Exportadora no Cariri, no Centro de Convenções do Cariri, no Crato (CE), o Termo de Requalificação do Distrito Industrial do Cariri. O ministro Interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, encerrou o evento.

Com a assinatura, o distrito industrial da região vai passar por estudo de requalificação urbanística para adequação para uso múltiplo, agrupando outras atividades de pequeno porte, de serviços, equipamentos públicos. O consórcio contemplado vai elaborar o plano diretor da área, com investimentos do Governo do Estado no valor de R$ 1,33 milhão. Em um segundo momento, será realizado um estudo sobre as novas vocações empresariais para a área.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado do Ceará, Cesar Ribeiro, a requalificação do Distrito Industrial do Cariri, autorizada com recursos do MAPP pelo governador Camilo Santana, vai incentivar cada vez mais o desenvolvimento da indústria, comércio e serviços da Região do Cariri. O Distrito Industrial é localizado estrategicamente entre as cidades do Crato, Juazeiro e Barbalha.

Realizado pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico (SDE), e pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e sua Secretaria-Executiva do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE), o Fórum de Oportunidades e Promoção da Cultura Exportadora no Cariri, apresenta discussões acerca de importância do comércio exterior para a competitividade das empresas e também apresenta a estrutura do Governo do Ceará e do Governo Federal para dar suporte aos interessados em fazer comércio exterior.

“A intenção é trazer as oportunidades, a cultura exportadora, os caminhos de acesso ao mercado internacional. O governador Camilo Santana tem feito um trabalho muito grande em abrir o Ceará para o mundo, através dos hubs de conexão aérea, marítima e telecomunicações. E o que a gente tem que fazer agora é fortalecer a indústria local fazendo com que todos esses projetos gerem oportunidades de negócios no interior do Estado, principalmente a região do Cariri que é tão importante pro estado do Ceará”, disse disse Cesar Ribeiro, titular da SDE.

Órgãos como o MDIC; a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil); o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), com o Porto do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE Ceará) apresentaram suas estruturas e soluções que visam estimular a exportação.

 

Papel da ZPE

O ministro Interino da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, destacou o papel das Zonas de Processamento de Exportação (ZPE) no incentivo às exportações e o recorde nas exportações cearenses no ano de 2017.

“As ZPEs oferecem áreas com segurança jurídica, incentivos tributários e procedimentos burocráticos simplificados. Hoje no Brasil temos 26 unidades autorizadas, das quais 19 encontram-se em efetivo processo de implantação, em 17 estados. A ZPE do Pecém se destaca como um exemplo concreto de sucesso deste regime e, segundo o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, em 2017 as exportações do estado cresceram 62,5% em relação ao ano anterior” , disse o ministro Marcos Jorge.

Exportões cearenses

Pela primeira na história, o Ceará vez superou em US$ 2 bilhões em exportações, atingindo a marca de 2,1 bilhões de dólares em 2017. Em relação ao ano de 2016, representa crescimento de 62,5%. Nesse resultado, o destaque foi para o setor Indústria. Em 2017, a exportação de produtos industrializados cresceu 83%.Os principais produtos exportados foram: ferro fundido e aço, calçados, frutas, peles e couros, sucos de fruta e combustíveis.